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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma nova postura em frente a uma velha história


Podia ser apenas mais um calmo e ensolarado dia para o desfile de 7 de setembro em Brasília. Dilma brincaria cândidamente com seu neto enquanto os ministros dariam gostosas gargalhadas acompanhando o divino desfile de R$900 mil. Pois é. Podia. Alguns dizem que foram 40 mil... outros falam que chegaram a 100 mil entre os que assistiram ao desfile e migraram para a marcha e os que estiveram desde o início. Seja como for, milhares de brasileiros colocaram seus narizes de palhaço, máscaras, maquiagem e roupas pretas - em sinal de luto -  e realizaram marchas contra a corrupção em cerca de 50 cidades em 19 estados do país.
As marchas, destacando a de Brasília, desviaram a atenção dos desfiles e se mostraram um reflexo da conscientização política que estamos começando a ter. As marchas foram organizadas pelas redes sociais e contaram com a participação de homens, mulheres e crianças. Com toda certeza, alguns dos pontos altos desse movimento foi o de não fazerem referência a nenhum partidido político e contarem com o apoio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Os motivos dos protestos - que o Brasil é um dos países mais corruptos do mundo já é de nosso conhecimento, mas daremos nomes aos bois - foram:
  • O voto secreto no Congresso - Segundo os manifestantes, devemos saber os bandidos que inocentam bandidos no governo;
  • A absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) que recebeu dinheiro desapropriado (R$30 mil do delator do mensalão do DEM), em vídeo mostrado no Jornal Nacional e DFTV;
  • Manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do legislativo;
  • Os recentes e inumeráveis escândalos de corrupçãos de corrupção no governo.

Exigiram, ainda, a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa - que depende de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma faixa vinculava o nome do ditador líbio Muamar Kadafi à política brasileira, lembrando que qualquer um pode se candidatar, independentemente da ficha criminal. "Kadafi, não importa o seu passado, no Brasil você pode ser deputado."
Diário do Grande ABC

Então, tudo começou via uma criação de evento nas redes sociais, Twitter e Facebook em que nos Trending Topics(Twitter) e na descrição do evento(Facebook) falavam sobre a ideia e sobre o que eles queriam mostrar para os Políticos que estariam no desfile,inclusive a presidente Dilma e o governador do DF Agnelo. Nisso tudo, foram confirmadas aproximadamente 30.000 mil pessoas, mas aparecerão 40.000.
Foi um sentimento de vitória, principalmente por estarmos mostrando que não somos espectadores e que queremos mudanças no Senado Brasileiro. [...]

Participante anônimo

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